Uma definição…

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Sei que é bastante texto, para um blog, mas acho que vale ler.

Neste blog vou procurar postar informações relacionadas ao food design.
Para o primeiro post, trago uma definição elaborada por mim mesmo para um trabalho da faculdade. É um apanhado de algumas informações que achei a respeito. Bom apetite a todos.

-Food Design:
Segundo Godber, J. Samuel:
“O termo Food Design é, no ponto de vista do autor, uma nova descrição de um velho processo que os cientistas de alimentos sempre chamaram de desenvolvimento de produtos alimentícios. Nesta época de art deco, Cozinha nouveau e jeans designer, talvez seja conveniente que a criação de novos produtos alimentícios seja designada com uma terminologia mais moderna.”

O food design, da maneira que é conceituado atualmente, teve seu início em 1997, em Barcelona, com o food designer Martí Guixé (Guixé). Segundo Guixé o food-design torna possível pensar o alimento como um produto projetado (designed product), um objeto ergonômico, funcional, comunicativo, interativo, visionário, mas contemporâneo e atemporal. “Food design é a adequação da produção de alimentos ao consumidor levando- se em conta os meios de produção a serem empregados. Nesse sentido, o design é uma atividade e ferramenta indispensável na industrialização. O alimento é um produto e, como tal, desenhável” (Enrique Rentería). No Brasil, o projeto de alimentos é feito por engenheiros de produção. Uma alternativa é que este trabalho seja estudado a partir do design afetivo e para isso, usa-se história porque todo design se dá na cultura, onde se consome. A aplicação de conceito na indústria de alimentos por intermédio do design é uma necessidade do usuário, segundo Renteria..
O food design explora o olfato (odor), paladar (gosto), tato (textura, resistência à pressão), visão (beleza, uso das cores) e audição (som produzido no uso) para proporcionar prazer estético ao usuário. Segundo artigo publicado na Revista Espresso, o food design também atende a outras necessidades do usuário:
“Durante o século XX – por meio de um encontro cultural entre antropologia, psicanálise, sociologia da alimentação, história dos sistemas culinários e das formas de convívio – foi definido que o ato de alimentar-se é estruturado como uma linguagem, tem história e tradição, é um patrimônio lexical, uma gramática e uma sintaxe, é predisposto a contaminações e evoluções. O food design é uma matéria transversal onde especialistas de diferentes áreas – chefs, cozinheiros, designers, tecnólogos e cientistas – cruzam experiências e desafios no propósito de explorar o alimento e a alimentação, sob todos os aspectos, para criar mais uma nova tentação. Os alimentos, assim como os produtos de design, nascem para satisfazer, por meio de boas experiências, as exigências do ser humano. No caso da alimentação caseira, o consumidor desenvolve uma relação de afeto e necessidade com a comida, o que nem sempre acontece com o alimento industrializado. O design, neste caso, tem a capacidade de conciliar esta relação por meio de novas experiências.”
A interação do design com os alimentos se faz presente no contexto do design contemporâneo. Ainda recorrendo à Revista Espresso:
“Por seu reconhecido valor e sua consolidada presença em iniciativas culturais da cidade de Turim, o food design foi inserido no calendário oficial da World Design Capital Torino 2008 . Evento com ressonância mundial que se realiza já há cinco anos na cidade de Turim (Itália), cujo nome emblematicamente é Food Design®.”
As áreas de aplicação do food design mais comuns são: configuração de apresentação e ponto de venda; alimentos que se adequam às dietas dos usuários; Food à Porter, embalagens, utensílios e instrumentos para uma diferente forma de consumir e degustar; Food for Fun, produtos lúdicos e de associações conceituais inusitadas; Food Couture, a moda reinterpretada na forma do alimento; Food & +, novos tipos de embalagens ou modalidades de consumo que dão aos alimentos uma função adicional e Adequação de produtos alimentícios regionais específicos às exigências de mercado e necessidades do usuário.

Fontes:
http://www.food-designing.com/
em http://revistaespresso.uol.com.br/Edicoes/20/artigo90903-2.asp
http://www.torinoworlddesigncapital.it/portale/en/
http://www.historiadaalimentacao.ufpr.br/noticias/noticias019.html

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Sobre ravibellardi

English EcoDesign Master student in PoliTo - Politecnico di Torino - Turin, Italy. In a double-degree agreement between PoliTo and the University of Minas Gerais, Brazil. In Brazil, took part in projects like "Design e integração competitiva do território - Estrada Real". This project is a government initiative in order to use the Design approach in order to bring value regarding specific aspects of the State of Minas Gerais in Brazil. The territory context is the Estrada Real. Also worked in the University of Minas Gerais' Research Center of Theory, Culture and Design in projects related to the use of Design in cultural aspects of the State of Minas Gerais aiming to enhance products related to the Food Sector. Portugês Graduando no curso Master em EcoDesign pelo Politécnico de Turim, Itália (Polito). Bolsista dentro do acordo de dupla titulação entre a Universidade do Estado de Minas Gerais e o Politecnico di Torino com apoio da FAPEMIG. Atuou como bolsista do Projeto "Design e integração competitiva do território - Estrada Real", projeto do Centro Minas Design em parceria com o Polito. Ravi Bellardi também é atuante no desenvolvimento do projeto Estudo de Aspectos Culturais de Minas Gerais Visando à Valorização de Produtos Relacionados ao Setor Alimentício Através do Design com financiamento da FAPEMIG e apoio da UEMG. Ravi Bellardi desenvolve trabalhos tanto de caráter acadêmico, quanto de caráter de extensão com a orientação da Profa. Dra. Lia Krucken juntamente ao Centro de Teoria, Pesquisa & Cultura em Design da Escola de Design da Universidade do Estado de Minas Gerais.
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Uma resposta a Uma definição…

  1. Larissa G. diz:

    Exatamente o que eu queria e precisava saber! Adorei o blog e o conteúdo de qualidade que encontrei por aqui!

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